Célia Regina, professora de reforço escolar de 65 anos, foi brutalmente agredida no bairro Resgate, em Salvador (BA), após chamar a atenção de um aluno por não realizar os exercícios propostos em aula. Segundo a vítima, o estudante reagiu com um tapa no rosto e, ao tentar relatar o caso à família, Célia foi surpreendida em sua residência por três familiares do garoto — mãe, tia e padrasto — que a atacaram violentamente.
A agressão ocorreu na presença de outras crianças e deixou a professora com diversos hematomas, além de parte do cabelo arrancado. Célia relatou que, ao advertir o aluno, foi desacatada e agredida. Dias depois, a mãe da criança enviou o filho de volta às aulas com um celular para gravar a aula particular. Sentindo-se intimidada, a professora voltou a procurar a família, mas foi novamente recebida com violência.
O padrasto teria utilizado uma arma de choque, ameaçado Célia de morte e estupro, e afirmado que sairia impune. A agressão só cessou após a intervenção de uma vizinha, que impediu que o ataque continuasse.
O caso evidencia o crescente cenário de hostilidade enfrentado por profissionais da educação. A violência sofrida por Célia gerou indignação nas redes sociais e reabriu o debate sobre a segurança dos educadores, especialmente aqueles que atuam de forma autônoma, fora do ambiente escolar formal.
A professora permanece em casa, abalada física e emocionalmente, tentando se recuperar do trauma.