Ultimas noticias:

EM DEFESA DOS ITALO-DESCENDENTES, PREFEITO DE PEDRAS GRANDES AGNALDO FILIPPI PROTESTA CONTRA MUDANÇAS NA LEI DE CIDADANIA ITALIANA.

Prefeito de Pedras Grandes, Agnaldo Filippi.

A recente mudança na lei da cidadania italiana, que impacta especialmente o sul de Santa Catarina onde vivem milhares de italo-descendentes, provocou a reação contundente do prefeito de Pedras Grandes, Agnaldo Filippi.

Presidente da Associação Bellunesi de Pedras Grandes – cidade que possui um pacto de amizade com Belluno – o alcaide está mobilizando os prefeitos da região e pretende fazer chegar o protesto às autoridades italianas, pedindo a revogação imediata do Decreto-Lei n. 36/2025, antes de sua conversão em lei.

Agnaldo defende a abertura de um debate democrático e transparente no Parlamento Italiano, com a participação dos parlamentares eleitos no exterior, entre eles o deputado Fábio Porta, representantes do CGIE, COMITES e associações italianas no mundo, para o reconhecimento do valor das comunidades ítalo-descendentes como parte essencial da italianidade, e não como ameaça ou fardo.

“Confiamos que a Itália saberá reencontrar o caminho da união, da justiça e do respeito por sua própria história — uma história que nós ajudamos a construir, mesmo de longe, com orgulho, fidelidade e amor”, afirmou Agnaldo Filippi.

Como Prefeito de Pedras Grandes, município que abriga a histórica Colônia Azambuja, reconhecida m como o Berço da Imigração Italiana em Santa Catarina, Agnaldo manifestou  “profundo repúdio ao Decreto-Lei n. 36, de 28 de março de 2025, que altera de forma abrupta, discriminatória e desrespeitosa os critérios para o reconhecimento da cidadania italiana por descendência (iure sanguinis).”

De acordo com o prefeito, a Colônia Azambuja, fundada em 28 de abril de 1877 por cerca de 100 famílias italianas vindas do Vêneto, Trentino, Friuli e Lombardia, foi o início de uma história de trabalho árduo, fé e resiliência. “Nossos antepassados construíram igrejas, escolas, moinhos e mantiveram viva a identidade italiana por gerações — mesmo enfrentando perseguições históricas, como a proibição do uso da língua italiana em períodos autoritários no Brasil”, acrescentou Filippi.

“Acreditamos que a cidadania italiana é mais que um documento: é a continuidade de uma história comum construída com sacrifício, migração e coragem. O Decreto-Lei n. 36, ao condicionar o reconhecimento da cidadania a critérios territoriais e cronológicos, desconhece completamente o valor da memória, da cultura e da identidade que sobreviveram e floresceram fora da península italiana”, sublinhou Filippi.

A medida a que se refere o prefeito ainda impõe um marco retroativo e súbito — 27 de março de 2025 — como prazo fatal para requerimentos, negando o direito legítimo de reconhecimento a milhares de descendentes, inclusive famílias que estavam com processos prontos para ingresso. Para Filippi, trata-se de um gesto que ignora o princípio de igualdade previsto no Art. 3 da Constituição Italiana, e agride frontalmente as relações históricas entre a Itália e a América Latina, em especial com o Brasil, onde vivem mais de 30 milhões de ítalo-descendentes.

Em Pedras Grandes e em toda a região sul de Santa Catarina, o legado italiano não está apenas no passado. Ele está no presente. Mais de 20% da população local vive, trabalha ou mantém vínculos diretos com a Itália e outros países da Europa, atuando em empresas italianas, participando de festas típicas, promovendo a língua italiana e mantendo vivo um patrimônio cultural que não conhece fronteiras.

Ao determinar que nossos descendentes “nunca foram cidadãos italianos”, este decreto não apenas nega um direito histórico, como nos declara, de forma cruel, como estranhos à nossa própria origem, protesta Agnaldo Filippi.

REIVINDICAÇÕES DO PREFEITO AGNALDO FILIPPI:

  1. Revogação imediata do Decreto-Lei n. 36/2025, antes de sua conversão em lei;
  2. Abertura de um debate democrático e transparente no Parlamento Italiano, com a participação dos parlamentares eleitos no exterior, representantes do CGIE, COMITES e das comunidades italianas no mundo;
  3. Reconhecimento do valor das comunidades ítalo-descendentes como parte essencial da italianidade, e não como ameaça ou fardo.

Gostou da notícia então compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas da semana

Noticias em destaque