O motorista de ônibus Antônio Pereira do Nascimento, de 60 anos, entrou na Justiça após receber por engano R$ 131,8 milhões em sua conta bancária. Ao perceber a quantia depositada indevidamente, Antônio informou o banco sobre o ocorrido e o dinheiro foi devolvido ao Bradesco. Agora, o motorista pede uma recompensa correspondente a 10% do valor devolvido, cerca de R$ 13 milhões. Ele também solicita uma indenização de R$ 150 mil por danos morais.
De acordo com a defesa, Antônio foi quem procurou informar o banco sobre o depósito milionário. Os advogados também alegam que o valor poderia ter permanecido na conta por algum tempo sem que o erro fosse percebido. Durante o processo, o motorista pediu autorização para apresentar testemunhas que poderiam confirmar que ele tomou a iniciativa de comunicar o depósito e também relatar a suposta pressão psicológica sofrida após o episódio.
No entanto, o Tribunal de Justiça do Tocantins negou o recurso relacionado à produção dessa prova testemunhal. Segundo o entendimento da Justiça, extratos bancários, registros de movimentações e as comunicações entre as partes são suficientes para analisar essa questão. A decisão não representa, porém, uma rejeição definitiva ao pedido de recompensa de aproximadamente R$ 13 milhões. O processo ainda deverá ter o mérito analisado pela Justiça.







































