Em 19 de janeiro de 2017, o Brasil foi surpreendido pela morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, aos 68 anos. O magistrado morreu após a queda de um avião em Paraty, no litoral do Rio de Janeiro. Naquele momento, Teori era o relator dos processos da Operação Lava Jato no STF, responsável por analisar investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado.
Entre os casos que passaram pelo Supremo estavam procedimentos relacionados a nomes como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-presidente Dilma Rousseff, o então ministro Jaques Wagner e outros políticos de diferentes partidos. Pouco antes da morte, Zavascki trabalhava na análise de acordos de delação premiada de executivos da Odebrecht, que poderiam provocar novos desdobramentos nas investigações da Lava Jato.
A morte do ministro teve grande repercussão nacional e levantou discussões sobre a continuidade dos processos que estavam sob sua relatoria.
As circunstâncias do acidente foram investigadas. O Cenipa divulgou, em janeiro de 2018, relatório apontando fatores relacionados ao acidente, entre eles condições meteorológicas adversas, baixa visibilidade e desorientação espacial do piloto. As investigações não encontraram evidências de sabotagem.







































