Uma publicação nas redes sociais colocou uma cabeleireira de Sangão no centro de uma grande polêmica na noite de segunda-feira (20/07/2026). O vídeo, divulgado pela própria profissional, rapidamente ganhou repercussão e gerou indignação entre moradores da comunidade de Angola.
Nas declarações, a cabeleireira utilizou o termo “nego” ao se referir aos moradores da comunidade e também fez comentários sobre a quantidade de filhos das famílias. As falas foram interpretadas por diversas pessoas como preconceituosas, desencadeando uma onda de críticas nas redes sociais.
A repercussão ultrapassou o ambiente virtual. Um grupo de pessoas se dirigiu até a residência da profissional para protestar contra o conteúdo divulgado. A situação ficou tensa e exigiu a intervenção da Polícia Militar.
Conforme relatos, os policiais utilizaram spray de pimenta para dispersar os envolvidos e restabelecer a ordem no local.
Até o momento, a cabeleireira não se manifestou publicamente sobre a repercussão do vídeo.
A Constituição Federal garante a liberdade de manifestação do pensamento e de expressão. No entanto, esse direito não é absoluto. Quando uma manifestação ultrapassa os limites da lei e atinge direitos de terceiros, como a honra, a dignidade ou configura discriminação, seus autores podem responder nas esferas cível e criminal, conforme a legislação vigente. A eventual existência de responsabilidade jurídica depende da análise das autoridades competentes e, quando for o caso, do Poder Judiciário.
O EA reforça que o espaço permanece aberto para que a profissional possa apresentar sua versão dos fatos, esclarecer suas declarações ou se pronunciar sobre o episódio, caso considere oportuno.








































