A cabeleireira e empresária A.M.F. divulgou um vídeo no qual pede desculpas e tenta esclarecer as declarações que deram origem a uma grande polêmica em Sangão, no Sul de Santa Catarina.
Logo no início da gravação, ela afirma: “Fui mal interpretada. Em nenhum momento eu xinguei ninguém aqui do Morro Grande […].” A manifestação ocorre após a ampla repercussão de um vídeo publicado nas redes sociais, que gerou críticas, protestos e a mobilização da Polícia Militar.
O caso ganhou grande repercussão depois que A.M.F. utilizou o termo “nego” ao se referir aos moradores de uma comunidade e também fez comentários sobre a quantidade de filhos das famílias. As falas foram interpretadas por diversas pessoas como preconceituosas, provocando uma onda de indignação nas redes sociais.
A repercussão ultrapassou o ambiente virtual. Um grupo de pessoas foi até a residência da cabeleireira para protestar contra o conteúdo divulgado. Diante da tensão no local, a Polícia Militar foi acionada para controlar a situação. Conforme relatos, os policiais utilizaram spray de pimenta para dispersar os envolvidos e restabelecer a ordem.
No vídeo divulgado posteriormente, A.M.F. afirma que suas palavras foram interpretadas de forma diferente daquilo que pretendia expressar e apresenta um pedido de desculpas pela repercussão causada.
A Constituição Federal garante a liberdade de manifestação do pensamento e de expressão. No entanto, esse direito não é absoluto. Quando uma manifestação ultrapassa os limites da lei e atinge direitos de terceiros, como a honra, a dignidade ou configura discriminação, seus autores podem responder nas esferas cível e criminal, conforme a legislação vigente. A eventual existência de responsabilidade jurídica depende da análise das autoridades competentes e, quando for o caso, do Poder Judiciário.
Assista ao vídeo!








































